Resposta direta: o Voctor é um escriba de inteligência artificial para consultórios brasileiros, que transcreve a consulta em tempo real, organiza o conteúdo clínico em um rascunho de documento e entrega esse rascunho ao profissional, que revisa, corrige e aprova antes de registrar. Ele é um produto novo, criado em 2026 por um time pequeno no Brasil e fundado por Pedro, que responde pessoalmente pelo e-mail de contato. O áudio da consulta nunca é armazenado, porque ele vira texto e é descartado no ato.
O que é o Voctor
O Voctor é um escriba de inteligência artificial para consultórios brasileiros: ele transcreve a consulta em tempo real, organiza o conteúdo clínico em um rascunho de documento e entrega esse rascunho ao profissional, que revisa, corrige e aprova antes de registrar. Essa é a definição inteira do produto, e tudo o mais que aparece nesta página é consequência dela.
A categoria a que o Voctor pertence nasceu nos Estados Unidos com o nome de ambient scribe, que se poderia traduzir como escriba ambiental, e chegou ao Brasil em versões adaptadas ao português falado no consultório. Se você nunca usou uma ferramenta assim, vale ler antes o texto em que explicamos o que é um escriba de IA médica e como ele funciona na prática, porque ele descreve a categoria inteira e não apenas o nosso produto.
Também é útil dizer o que o Voctor não é, já que a confusão entre categorias é comum. Ele não é um prontuário eletrônico, porque não foi feito para ser o sistema onde o histórico do paciente mora ao longo dos anos, e sim para produzir o texto que entra nesse sistema. Ele não é uma plataforma de telemedicina, porque a Resolução 2.314/2022 do CFM, o Conselho Federal de Medicina, regula o atendimento a distância e o Voctor apenas documenta a consulta, seja ela presencial ou remota — a distinção completa está no artigo sobre telemedicina e escriba de IA. E ele não decide conduta, porque a função dele termina exatamente onde começa o julgamento clínico.
Por que o Voctor existe
O Voctor existe porque a documentação clínica cresceu até virar uma segunda jornada de trabalho. Quem atende vinte ou trinta pacientes por dia conhece bem a cena: o registro que não coube entre uma consulta e outra se acumula, e a noite acaba dedicada a reconstruir de memória o que foi dito de manhã. Levantamos os números disponíveis sobre isso no texto sobre quanto tempo o médico perde com prontuário, e eles ajudam a dimensionar o problema sem precisar de dramatização.
Há um segundo custo, menos visível, que aparece dentro da própria consulta. Quando o profissional digita enquanto escuta, ele divide a atenção entre o teclado e a pessoa à frente dele, e essa divisão é percebida dos dois lados da mesa. A frase que orienta o produto é simples: a escuta é o ato clínico, e nada deveria concorrer com ela. O Voctor foi construído para tirar a digitação do meio da conversa e devolvê-la ao fim do atendimento, já em forma de rascunho.
Vale registrar que o momento tem a ver com tecnologia madura, não com entusiasmo. A transcrição em português brasileiro e a organização automática de texto clínico só passaram a funcionar com qualidade aceitável em consultório nos últimos anos, e é sobre essa base que o Voctor foi construído — não antes dela.
Como o Voctor funciona por dentro
O funcionamento do Voctor cabe em quatro passos, e nenhum deles exige instalação de programa. Você abre o navegador no computador, no tablet ou no celular, entra com a sua conta Google e começa a consulta com um botão.
1. O microfone capta a conversa. O áudio sai do seu aparelho em blocos de milissegundos e segue direto para o serviço de transcrição, que no nosso caso é a Deepgram, configurada para português brasileiro e para reconhecer quem está falando. A mesma captação funciona em teleconsulta, porque o som que sai do alto-falante é captado como qualquer outro.
2. A fala vira texto e o áudio é descartado no ato. Este é o ponto que mais importa para quem avalia risco. O bloco de áudio é convertido em texto e desaparece em seguida, sem gravação em disco e sem cache — o que persiste na sua conta é o texto, nunca a voz do paciente. Essa escolha é de arquitetura e não de configuração: não existe painel, plano ou permissão que ligue o armazenamento de áudio, porque o caminho que guardaria o arquivo simplesmente não foi construído. Consequência prática: não há acervo de gravações para vazar, ser intimado ou ser mal utilizado.
3. A inteligência artificial monta o rascunho. Ao encerrar a consulta, modelos da família Gemini, do Google, separam o que é queixa, história, exame e conduta, e organizam esse material no formato que você usa — uma evolução corrida, uma anamnese completa ou uma nota estruturada no método SOAP, que organiza o registro em subjetivo, objetivo, avaliação e plano. As chamadas passam por um roteador chamado OpenRouter sob política de retenção zero, o que significa que os dados enviados não ficam com o provedor nem alimentam treinamento de modelo; a lista completa de quem toca o dado está na política de privacidade.
4. Você revisa, corrige e aprova. Esta etapa não é decorativa, porque o Voctor entrega rascunho e não documento final. A inteligência artificial erra, e por isso não prometemos texto pronto para assinar sem leitura: o que prometemos é que revisar um rascunho fiel ao que foi dito custa menos tempo do que redigir do zero. Essa divisão de papéis também é o que a Resolução CFM 2.454/2026, que normatiza o uso de inteligência artificial na medicina — publicada no Diário Oficial da União em 27 de fevereiro de 2026, com vigência a partir de 26 de agosto de 2026 — estabelece: a palavra final sobre decisões diagnósticas, terapêuticas e prognósticas é sempre do profissional.
Quem faz o Voctor
O Voctor é um produto brasileiro, feito no Brasil para o consultório brasileiro, e é tocado por um time pequeno. Ele foi fundado por Pedro, que responde pessoalmente pelo endereço voctormed@gmail.com — quando você escreve para o suporte, quem lê é quem tem acesso ao código e pode mudar o produto na semana seguinte.
Preferimos não encher esta página de biografia e de números de equipe. O que importa para quem está avaliando a ferramenta é outra coisa: existe uma pessoa identificável do outro lado, com e-mail que funciona, e as decisões difíceis do produto estão escritas em páginas públicas em vez de ficarem no discurso comercial. A decisão de nunca guardar áudio, por exemplo, custa recursos que outros produtos oferecem — como ouvir a consulta depois — e foi tomada mesmo assim.
Também não trabalhamos com o pressuposto de que somos a única opção razoável. O mercado brasileiro de escribas de IA já tem ferramentas estabelecidas e competentes, e comparamos as principais, com preços públicos e critérios explícitos, no texto sobre os escribas de IA médica disponíveis no Brasil. Se outra ferramenta servir melhor ao seu consultório, é melhor que você descubra isso antes de assinar do que depois.
Em que estágio o produto está
O Voctor é novo. Ele foi criado em 2026 e não tem números públicos de tração para exibir, então você não vai encontrar aqui contagem de usuários, volume de consultas transcritas nem depoimento de médico famoso. Isso é uma escolha antes de ser uma limitação: publicar número inflado ou depoimento encomendado é fácil, só que resolve o problema de quem vende e não o de quem compra.
O que oferecemos no lugar da prova social é a possibilidade de testar sem compromisso. O plano gratuito dá 10 consultas por mês, não pede cartão de crédito e não expira, de modo que você pode usar o Voctor com pacientes reais, no seu ritmo, e formar uma opinião própria em vez de aceitar a nossa. Se em duas semanas ele não tiver economizado tempo de verdade, você simplesmente para de usar e não pagou nada.
Os preços são públicos e estão detalhados na página de planos e preços, porque preço sob consulta desloca a comparação para uma conversa comercial. Este é o quadro completo hoje:
| Plano | Preço | O que inclui |
|---|---|---|
| Free | R$ 0 | Dá 10 consultas por mês, não pede cartão e não tem prazo para acabar |
| Consultório | R$ 199/mês, ou R$ 159/mês no plano anual | Cobre até cerca de 150 consultas por mês, o volume de um consultório cheio |
| Ilimitado | R$ 349/mês, ou R$ 279/mês no plano anual | Não impõe teto de consultas, dentro da política de uso justo |
| Founding Members | R$ 149/mês, travado enquanto a assinatura durar | Vale para os 30 primeiros assinantes, que falam diretamente com o fundador |
A cobrança dos planos pagos é feita no cartão de crédito, começa no ato da assinatura e pode ser cancelada quando você quiser, sem multa e sem fidelidade. Não existe período de teste pago escondido, porque o teste é o plano gratuito.
Os compromissos que assumimos
Alguns compromissos do Voctor não são configurações e nem promessas de campanha, e sim decisões que estão dentro do produto. Vale enumerá-los com clareza, porque são eles que você deve cobrar de nós.
- O áudio nunca é armazenado. A fala vira texto e é descartada no ato, sem gravação em disco, e não existe configuração que altere esse comportamento.
- Cada profissional acessa apenas os próprios pacientes. Essa separação é verificada pelo sistema a cada leitura e escrita de dado, e não depende de disciplina de quem usa.
- Você exporta e apaga seus dados quando quiser. O art. 18 da LGPD, que é a Lei Geral de Proteção de Dados, garante esses direitos, e o Voctor os oferece dentro do próprio aplicativo; nós nos comprometemos a concluir a exclusão em até 15 dias, prazo que é nosso e não um número fixado pela lei.
- O preço é público. Você encontra todos os valores nesta página e na página de planos e preços, sem precisar falar com um vendedor para descobrir quanto custa.
- O plano gratuito não pede cartão. Ele existe para você testar com pacientes reais, e não para virar cobrança automática depois de um prazo que você esqueceu.
- O rascunho sempre passa por você. O Voctor não fecha documento sozinho, porque a responsabilidade pelo registro é de quem assina, e a Resolução CFM 2.454/2026 é explícita quanto a isso.
Sobre conformidade, preferimos a formulação honesta: o Voctor é desenhado para ajudar você a cumprir as exigências da LGPD e das resoluções profissionais, e reduz o seu risco ao não guardar áudio e ao isolar os dados por profissional. Nenhum software, porém, coloca sozinho um consultório em conformidade, porque parte das obrigações é do próprio profissional — avisar o paciente de que a consulta está sendo transcrita, por exemplo, continua sendo um ato dele, ainda que o aplicativo ofereça o texto pronto para isso. Detalhamos essas obrigações no guia sobre LGPD no consultório médico.
Onde ler as regras por escrito
Tudo o que está resumido aqui existe em versão detalhada e formal em outras páginas, e recomendamos a leitura antes de criar conta se você é do tipo que confere. A página de segurança e privacidade explica em linguagem direta o caminho do dado, do microfone ao prontuário. A política de privacidade traz os papéis de controlador e operador, as bases legais de cada tratamento e a lista nominal de subprocessadores. Os termos de uso descrevem o contrato da assinatura, incluindo cancelamento e o que cada parte assume.
Se o que você procura é entender a categoria antes de escolher um fornecedor, o blog do Voctor reúne textos sobre regulação, rotina de consultório e comparação de ferramentas, todos com as fontes primárias linkadas. Um bom ponto de partida é o guia sobre como escolher software para o consultório médico, que serve inclusive para nos avaliar.
E se ficar qualquer dúvida que estas páginas não respondam, escreva para voctormed@gmail.com. A resposta vem de gente, não de formulário.
Teste o Voctor no seu consultório antes de decidir
O plano gratuito dá 10 consultas por mês, não pede cartão e não tem prazo. Você entra com a conta Google, autoriza o microfone e a primeira consulta já pode ser transcrita.
Começar grátisSem cartão · 10 consultas grátis por mês · sem fidelidade
Perguntas frequentes
Quem está por trás do Voctor?
O Voctor é um produto brasileiro, feito por um time pequeno e fundado por Pedro, que responde pessoalmente pelo e-mail voctormed@gmail.com. Não somos uma operação grande com camadas de atendimento entre você e quem constrói o produto, e nesta fase isso é uma vantagem: quem lê o seu e-mail é quem consegue mudar o software.
O Voctor guarda o áudio das consultas?
Não guarda. O áudio segue do navegador para o serviço de transcrição em blocos de milissegundos, vira texto e é descartado no ato, sem gravação em disco e sem cache. O que fica registrado na sua conta é o texto, e essa é uma decisão de arquitetura do produto, não uma configuração que alguém possa ligar ou desligar depois.
Quantos médicos já usam o Voctor?
O Voctor é um produto novo, criado em 2026, e por isso não divulgamos número de usuários nem de consultas transcritas: qualquer número que publicássemos agora diria mais sobre marketing do que sobre o produto. Preferimos que você teste no seu consultório pelo plano gratuito e forme sua própria opinião, com pacientes reais.
Preciso pagar para experimentar o Voctor?
Não precisa. O plano Free dá 10 consultas por mês, não pede cartão de crédito e não tem prazo para acabar, então ele funciona como teste de verdade e não como demonstração cronometrada. Se você decidir assinar, a cobrança é imediata, no cartão, e o cancelamento pode ser feito a qualquer momento, sem multa e sem fidelidade.
Fontes
- CFM normatiza o uso da IA na medicina — Resolução CFM 2.454/2026 (Diário Oficial da União, 27/02/2026) — acesso em 20/07/2026
- Resolução CFM 2.314/2022 — telemedicina (D.O.U. 05/05/2022) — acesso em 20/07/2026
- Lei nº 13.709/2018 — LGPD, com os direitos do titular no art. 18 (Planalto) — acesso em 20/07/2026
- Política de Privacidade do Voctor — bases legais e lista de subprocessadores — acesso em 20/07/2026
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Ele não substitui aconselhamento jurídico nem orientação do seu conselho profissional. Normas citadas com data de acesso; verifique a versão vigente na fonte oficial.